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Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Despachar e avaliar

Posted by alegrão em Março 6, 2009

Tribunais. A nova avaliação que o Governo quer aplicar a toda a administração pública está a gerar polémica nos tribunais. Os profissionais temem que o sistema se baseie apenas na quantidade de processos despachados e lembram que isso não está nas mãos dos funcionários mas na dos juízes” – Fonte: DN

Se eu trabalhasse num tribunal abominaria casos como o “Casa Pia”, “Apitos” (dourados, prateados, etc), Freeport (quando lá chegar, se lá chegar), etc… Até andava à pêra para agarrar aqueles simples processos de multas de trânsito, o que interessava era despachar!

Ou então fazia como o pessoal do Tribunal do trabalho no Porto: aquilo é que foi despachar processos!…

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Conselho rodoviário

Posted by alegrão em Agosto 12, 2007

Artigo 84.º do Código da Estrada

Proibição de utilização de certos aparelhos

1 – É proibido ao condutor utilizar, durante a marcha do veículo, qualquer tipo de equipamento ou aparelho susceptível de prejudicar a condução, nomeadamente auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos.

2 – Exceptuam-se do número anterior:

a) Os aparelhos dotados de um auricular ou de microfone com sistema alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado;

b) Os aparelhos utilizados durante o ensino da condução e respectivo exame, nos termos fixados em regulamento.

3 – É proibida a instalação e utilização de quaisquer aparelhos, dispositivos ou produtos susceptíveis de revelar a presença ou perturbar o funcionamento de instrumentos destinados à detecção ou registo das infracções.

4 – Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de € 120 a € 600.

5 – Quem infringir o disposto no n.º 3 é sancionado com coima de € 500 a € 2500 e com perda dos objectos, devendo o agente de fiscalização proceder à sua imediata remoção e apreensão ou, não sendo ela possível, apreender o documento de identificação do veículo até à efectiva remoção e apreensão daqueles objectos, sendo, neste caso, aplicável o disposto no n.º 5 do artigo 161.º

Eu acrescentaria uma alínea c) ao número 2, exceptuando os condutores que circulem na A1, nas noites de sexta-feira, entre os Kms 63 e 76 (Obras de alargamento). É que já lá vão 3 semanas seguidas com acidentes…

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Dupla Tributação

Posted by alegrão em Julho 4, 2007

Fiz um trabalho na universidade sobre este assunto. Já lá vão uns anos valentes e a Comissão Europeia ainda não conseguiu “disciplinar” o governo Português. Também… cada vez que Bruxelas se lembra de Portugal, o Primeiro Ministro já mudou… É Guterres a fazer beicinho porque perdeu as autárquicas, Durão Barroso convidado para presidir à Comissão Europeia, Santana Lopes estava incontactável na Capital e agora sobrou para o Sócrates… (Espero não ser processado só por falar no homem!!!)

De facto, tributar imposto sobre imposto é uma prática que é “proibida” por toda a legislação europeia. Mas os portugueses não pagam só imposto sobre imposto no caso do IVA e do IA! Aqui vão mais alguns produtos em que pagamos IVA sobre outros impostos:

Combustíveis: O IVA incide sobre o preço de todos os combustíveis e sobre o Imposto sobre Produtos Petrolíferos;

Bebidas alcoólicas: Também incide sobre o preço da cerveja, vinho, etc, e sobre o IABA (Imposto sobre o Álcool e bebidas alcoólicas);

Tabaco: Ao preço do tabaco, é somado o Imposto sobre o tabaco e posteriormente o IVA.

Portanto, Dr. Barroso, mãos à obra e vamos lá a fazer o seu trabalho como deve de ser! Vamos acabar com a dupla tributação!

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Também fui Memeado…

Posted by alegrão em Junho 17, 2007

Long time ago“, também fui Memeado.
Um “meme” é um ” gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma”.

Aqui fica o meu:

If someone thinks that love and peace is a cliche that must have been left behind in the sixties, that’s his problem. Love and peace are eternal.

John Lennon

Se alguém pensa que o amor e a paz são um cliché que deveria ter sido abandonado nos anos 60, é problema dele. O amor e a paz são eternos.

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Campanha Novas Oportunidades

Posted by alegrão em Maio 5, 2007

Rui NabeiroEste é o Rui Nabeiro que não acabou os estudos.

Se tivesse acabado os estudos, hoje poderia ser um dos muitos advogados no desemprego.

Mas não acabou. Com a 4ª classe, devia-se envergonhar de:

  • Ter a maior empresa de cafés em Portugal;
  • Ser o maior responsável pelo crescimento de Campo Maior;
  • Ter sido presidente daquela autarquia;
  • Ter sido presidente do Campomaiorense, tendo levado o clube à primeira divisão;
  • Ter sido condecorado com o grau de comendador pelo Presidente da República;
  • Ser reconhecido pela população de Campo Maior, onde lhe ergueram uma estátua no centro da Vila.

Este foi apenas um dos muitos exemplos que demonstram que não precisamos de ser Doutores ou Engenheiros para sermos bons naquilo em que nos empenhamos.

Também demonstra que a campanha “Novas Oportunidades” é ridícula ao usar a imagem de figuras públicas a desempenhar profissões com tanta dignidade quanto a de vendedora de jornais (Júdite de Sousa), tratador de relva (Carlos Queirós), trabalhadora numa lavandaria (Maria Gambina), etc.

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Clandestinidade

Posted by alegrão em Abril 25, 2007

“Em 1947, já na iminência de ser preso, passei à clandestinidade juntamente com a Laura e a nossa filha Maria Armanda, que tinha então pouco mais de dois anos. (…) Já depois de instalados, viemos a saber que o nosso vizinho do lado era agente da PSP, o que significava a exigência de mais atenção (…) Na vida clandestina, cheia de carências e restrições materiais, tínhamos que manter as aparências duma vida normal própria de uma família aparentando poucas dificuldades. Era frequente, nas festas tradicionais, como a Páscoa, por exemplo, fazer-se em casa um bonito bolo para oferecer aos vizinhos, enquanto nós comíamos simples pão seco. Nesse período a situação era ainda mais dificultada pela existência do racionamento de muitos géneros alimentícios. Não tínhamos cartão de racionamento dado que na situação de clandestinidade isso era impossível por inconveniente.”

Jaime Serra, Eles têm o direito de saber… O que custou a Liberdade

Há muitos anos, muita gente vivia na clandestinidade: estava exilada no estrangeiro ou presa. Essa gente estava a lutar por viver num país onde pudesse haver liberdade de expressão, direito de associação, igualdade entre sexos, entre outros importantes valores.

Faz hoje 33 anos que essa gente ganhou uma importante batalha, talvez a mais importante. Mas a guerra não está ganha! É preciso seguir a mensagem que está no título do livro de Jaime Serra: Eles têm o direito de saber… o que custou a liberdade.

É essencial contar às gerações vindouras o que era a vida dos nossos avós e pais. Uma vez que a escola não desempenha esse papel, teremos que ser nós a colmatar esta lacuna. Desta forma, estaremos a contribuir para que os erros históricos não se repitam. Se hoje se vive mal, é por incompetência dos políticos que nós elegemos. Mas esses políticos são criticados, fiscalizados e avaliados. Não há censura nos meios de comunicação, embora haja sempre tentativas de os tentar calar… Os cidadãos podem-se organizar em movimentos, associações, partidos, etc. As mulheres podem votar, obter o passaporte sem autorização do marido. As enfermeiras e funcionárias de serviços públicos podem-se casar.

Hoje vivemos mal, mas temos que constatar o facto que estamos francamente melhor. Definitivamente, não precisamos de outro Salazar!

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Ainda a explosão

Posted by alegrão em Fevereiro 26, 2007

Felizmente na explosão de anteontem não houve mortos. Face ao aparato da explosão, os danos envolvidos serão materiais e, quase de certeza, psicológicos. Mas ontem, no meio daquela confusão, notei, mais uma vez, que o caos urbanístico das nossas cidades potencia ainda mais uma tragédia.

Quando passei no local, logo a seguir à explosão, vi que os bombeiros estavam a tomar conta da ocorrência e saí. Naquele momento estavam a chegar os carros de bombeiros das corporações fora de Carnaxide e as televisões. Os carros das outras corporações eram bem mais pesados que os que estiveram a combater o incêndio inerente à explosão. O que eu notei, foi que quando aqueles chegaram, não conseguiram entrar na rua afectada porque haviam carros estacionados por todo o lado. E não me refiro aos “curiosos” que acorreram ao local, de facto quem conhece a zona, sabe que todos os locais, por mais pequenos que sejam, são aproveitados para estacionamento. O que eu vi foram populares a ajudar os soldados da paz a “arrastar” veículos e caixotes do lixo para as viaturas dos bombeiros passarem.

Hoje, julgo haver uma norma que exige que prédios com certo número de andares tenha parqueamentos. Mas não é o suficiente. Um familiar meu vive num prédio que tem três andares de parqueamento. No primeiro andar todos os lugares são ocupados, mas os outros estão às moscas (excepto uma mota…). É que o espaço é tão apertado que os moradores evitam descer aos outros andares porque são frequentes as moças e riscadelas nas viaturas.

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Pólo Norte, A dança

Posted by alegrão em Fevereiro 15, 2007

Chegaste de passos apertados
Os olhos embargados
Cheios de medos teus
Pediste que te levasse a mágoa
E que te tocasse a alma olhando para os meus

Apertei-te contra o peito, num abraço perfeito

A rua como companhia
Às vezes escura e fria
Dura realidade
Ninguém olha pra ti
Com olhos de gente
Até mesmo indiferente
A quem és de verdade
Esquece o teu mundo lá fora
É hora de ir dançar

Esta noite dança só pra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto para longe

Esquece o teu mundo lá fora
É hora de ir dançar

E esta noite dança só pra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto para longe
até de mim…

 Numa noitada, ao acordar ou até ao sair do banho, digam lá se dançar não faz bem ao coração…

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Coisas do coração no dia dos namorados

Posted by alegrão em Fevereiro 15, 2007

Ontem, a caminho do escritório, vinha a ouvir na rádio o que faz mal ao coração: aquelas coisas que todos sabemos: fumar, gorduras em excesso, sal, etc, etc, etc. Fiquei surpreso ao saber que sopas instantâneas e cereais para o pequeno almoço, são alimentos que contêm sal em excesso. Não é que consuma muitas sopas instantâneas, mas gosto muito de flocos, “normais” ou em barritas. Logo de seguida, como era dia dos namorados, deram uma publicidade a bombons. Fiquei muito aliviado. Logo a seguir a um programa daqueles, concerteza os bombons não fariam mal à saúde…

O trabalho ultimamente é mais que muito, mas a meio da tarde, a maior aflição estava controlada. Nessa altura, ligou-me um amigo (do coração) a oferecer-me bilhetes para ir ao Estádio da Luz ver o Benfica a jogar contra o Dínamo de Bucareste. O jogo não foi muito bom para o coração: foram oitenta e nove minutos de muito sofrimento. Os romenos eram coxos, não jogavam nada, mas o Benfica não lhe ficava atrás… As “bocas” dos adeptos é que iam dando para disfarçar o natural nervosismo do jogo. Ouviam-se expressões de incentivo como: “Anda Nuno!”, “Caaaalma Petit!…” (não fosse ele partir uma perna a um romeno) “Anda puto!”. No final, as expressões já continham palavrões daqueles bem pesados, mas outras até estavam giras, “Eh pá! F***-se! Mais valia ter ficado em casa e jantado à luz das velas!”. Mas, aos oitenta e nove minutos, o coração aliviou finalmente.

E foi assim que se passou mais um dia dos namorados, um dia como tantos outros. Para mim, o dia dos namorados é como o de Natal: é quando um Homem quiser. É o dia em que devemos pensar no nosso coração, no meu caso, todos. Eu pensei. E nada melhor que a música que irei publicar a seguir para lembrar e fazer bem ao coração.

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Referendo 2007 (Resultados)

Posted by alegrão em Fevereiro 12, 2007

Resultados referendo 2007

Fonte: Stape

 

No referendo mais participado de sempre, os resultados foram claros. Nove anos depois, o SIM obteve mais cerca de um milhão de votos, o NÃO mais cerca de duzentos mil e a abstenção baixou muito significativamente. Especialistas em sondagens chegaram a dizer que uma limpeza aos cadernos eleitorais poderiam tornar este referendo vinculativo.

Festejou-se a vitória do SIM, mas o lado do NÃO ficou dividido, uns aceitaram naturalmente os resultados do referendo, enquanto que outros ficaram um pouco desorientados. É que fiquei surpreendido, ao ouvir certas pessoas a apelar ao perigo do aparecimento de clínicas PRIVADAS em Portugal. Curioso ouvir uma análise destas vinda de alguém que quer esvaziar o peso do estado do Sistema Nacional de Saúde…

 

Na minha opinião, a sociedade portuguesa deu um passo em frente no caminho da dignidade da mulher. O aborto clandestino levou um grande golpe, agora temos – sociedade portuguesa – que defender outros valores que aproximem os nossos números do aborto aos dos países do norte da Europa. Isso consegue-se com a educação sexual (ou o que lhe queiram chamar) nas escolas, com consultas decentes de planeamento familiar nos centros de saúde e hospitais e com a divulgação de meios contraceptivos.

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